A quinta-feira (2) começou com um movimento positivo no mercado internacional de milho. Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros operavam em alta por volta das 09h44 (horário de Brasília), refletindo um ambiente de maior otimismo entre os investidores.
Entre os principais vencimentos, o contrato para maio/26 era negociado a US$ 4,59, com avanço de 5 pontos. O julho/26 aparecia a US$ 4,70, subindo 5,25 pontos. Já o setembro/26 era cotado a US$ 4,71, com ganho de 4,50 pontos, enquanto o dezembro/26 atingia US$ 4,85, também com valorização de 4,50 pontos.
De acordo com o portal internacional Farm Futures, o milho seguiu a tendência de alta observada em outros grãos durante a noite. Esse movimento foi influenciado por fatores geopolíticos, especialmente após declarações do presidente Donald Trump, feitas em pronunciamento na noite anterior. O discurso frustrou expectativas de uma solução rápida para tensões internacionais, incluindo a reabertura do Estreito de Ormuz.
Na ocasião, o líder norte-americano afirmou que os Estados Unidos podem intensificar ações contra o Irã nas próximas semanas, elevando o nível de incerteza global.
Segundo análise de Bruce Blythe, do Farm Futures, a alta do petróleo ajudou a dar suporte aos preços do milho, impulsionada pelo receio de escalada no conflito envolvendo o Irã, especialmente em meio ao feriado prolongado. Apesar disso, os ganhos do cereal ainda são considerados moderados. Os contratos para dezembro, por exemplo, seguem cerca de 13 centavos abaixo do pico de US$ 4,9850 registrado no início de março — diferença que pode diminuir caso o cenário de conflito se estenda.
Mercado interno acompanha movimento externo
No Brasil, o mercado também iniciou o dia com valorização. Na Bolsa Brasileira (B3), os futuros do milho registravam leves altas nas primeiras horas do pregão desta quinta-feira.
Por volta das 10h (horário de Brasília), as principais cotações variavam entre R$ 71,70 e R$ 76,40. O contrato para maio/26 era negociado a R$ 71,83, com alta de 0,72%. O julho/26 marcava R$ 71,70, avançando 0,56%. Já o setembro/26 era cotado a R$ 72,39, com ganho de 0,47%, enquanto o janeiro/27 atingia R$ 76,40, com valorização de 0,63%.
O desempenho positivo no mercado brasileiro acompanha o cenário externo, ainda sob influência das incertezas geopolíticas e da movimentação das commodities energéticas.