Diante do risco crescente para a produção de cacau, Brasil e Colômbia firmaram uma parceria internacional com o objetivo de combater a monilíase, uma das doenças mais prejudiciais às lavouras cacaueiras.
O acordo estabelece uma cooperação entre os dois países para reforçar o controle fitossanitário e aprimorar os sistemas de cultivo. A iniciativa busca conter o avanço da doença por meio da troca de experiências, conhecimentos técnicos e estratégias de manejo.
Como parte das ações previstas, haverá intercâmbio de especialistas, capacitação de profissionais e atuação conjunta em campo. A proposta é garantir que o conhecimento compartilhado seja aplicado de forma contínua, gerando efeitos duradouros na produção.
No Brasil, a coordenação ficará sob responsabilidade da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, enquanto a execução será conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Já na Colômbia, a coordenação caberá à Agência Presidencial de Cooperação Internacional (APC), com execução do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural.
Mesmo com a importância da iniciativa, o acordo não envolve repasse direto de recursos financeiros entre os países. Cada governo será responsável pelos custos de suas equipes e pela infraestrutura necessária para colocar as ações em prática.
A monilíase é considerada uma das principais ameaças à cultura do cacau, podendo causar perdas significativas na produção e comprometer a qualidade dos frutos, o que impacta diretamente os produtores.
O acordo terá duração inicial de dois anos e poderá ser renovado automaticamente até que os objetivos sejam alcançados. A expectativa é que essa colaboração contribua para reduzir os riscos da doença e fortalecer toda a cadeia produtiva do cacau nos dois países.